CURADORIA CUORE CURIOSO – dia 31
Quer chegar na segunda com uma história interessante para contar no trabalho? Cansado e cansada de falar apenas do tempo, do jogo de futebol e da vida dos outros? O Cuore Curioso vai te dar uma mão!
Hoje começamos uma nova coluna: uma curadoria das páginas que nos marcaram nesta última semana. A ideia é trazer um pouco do nosso olhar sobre a internet, com textos instigantes, para ajudar a passar o domingão, sair desse Face, e melhorar o nível da conversa na segunda.
Senta que aí vem informação!
ODE ÀS AMIZADES
Desde sempre, na casa praia, tínhamos os mesmos vizinhos na frente. Durante muito tempo também, tivemos os mesmos vizinhos aos lados e nos fundos, mas na frente é que sempre foram os mesmos vizinhos. Quem passa os verões num mesmo lugar, e sempre retorna para a mesma praia, tem uma experiência completamente diferente daqueles que sempre conhecem um lugar diferente.
Na casa da frente, veraneava uma família. Pai, mãe, duas filhas. A Princesa Daiana, a filha da nossa idade, é uma amiga desde sempre. Não me lembro de a ter conhecido, ela simplesmente sempre existiu. Anos e anos em sequência, a Princesa Daiana era a certeza de muitas aventuras e explorações em Tramandaí – ela, minha irmã e eu erámos um time. Andávamos pelas ruas seguras, brincávamos de tudo, caçávamos girinos e espiávamos as obras das casas novas que iam se estabelecendo naquela zona nova da cidade. Quando compramos uma bodyboard (naquela época não tinha esse nome, era morey boogie mesmo), foi com ela que surfamos pela primeira vez, tomei os primeiros caldos e o derradeiro, que me afastou de vez dos campeonatos mundiais da categoria.
COISAS QUE APRENDEMOS COM AS NOSSAS 11 MUDANÇAS
Eu devo ter um pé muito inquieto mesmo. Já tinha perdido as contas de quantas vezes havia me mudado, até ter que escrever sobre a montanha de coisas que eu carrego. Foram 11. Conheço milhares de pessoas que moram nas mesmas casas desde sempre, e seus pais moram nas mesmíssimas casas, e seus avós moravam nestas casas também. Há uma beleza nesta estabilidade.
Pois eu me mudei 11 vezes. Desde que nasci, algumas vezes não fui a protagonista da mudança, outras me mudei sozinha, foram 11 novas casas cujas portas abri para me instalar. É um dos números mestres, não? Deve ser por isso que esta última mudança é tão revolucionária na nossa vida. A partir desta mudança, tudo o que considerávamos certo, seguro e posto, cai por terra.
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ESCREVENDO NA AREIA, ESCREVENDO COM ÁGUA
Eu passei a infância, adolescência e a transição para a vida adulta curtindo o verão numa casa de praia que a família tinha em Tramandaí, no Rio Grande do Sul. Quem vai à praia aos finais de semana, ou passa uma temporada por lá, tem uma experiência muito diferente de quem passa um mês inteiro e volta todo ano para a mesma casa. Pensando hoje, é uma experiência existencial, como se todos os anos pudéssemos testar um novo eu, fresquinho, durante os 30 dias que duravam o veraneio.
Na praia, podíamos ser quem quiséssemos. Eu podia ser a menina mandona e emburrada, ou podia ser descolada e maneira e gostar de reggae. Dava para fingir ser popular, ou trocar de religião e contemplar a umbanda. Dava para esquecer a vergonha e dar feliz ano novo para todos os carros que passavam na avenida, ou fazer amizade com os surfistas locais que encontrávamos na beira da praia. Dava para pensar ser uma razoável jogadora de vôlei, e treinar com as minhas amigas para valer. Dava para ser o que eu sempre era, ou simplesmente criar um novo ser que era mais uma possibilidade de mim.
1ª viagem à China – Palácio de Verão em Pequim
No ano passado tive a oportunidade de visitar a China e a Coréia, a trabalho, e isso foi meio que o motivo para eleger a Ásia para o nosso ano sabático. A palavra que me vem, dos dias que passei por lá, só faz sentido em inglês, então lá vai: mind-blowing. Mais ou menos como estourar a mente – ou alucinante, estonteante, arrebatador. Vou postar aqui uma série de posts com fotos desta viagem, para trazer um pouco deste sabor para o blog – e quem sabe instigar um amigo ou dois a nos visitar no final deste ano.
Se a Cidade Proibida foi um destino cansativo após termos visto a Grande Muralha (ambos no mesmo dia), o Palácio de Verão foi a pedida certa para passar o domingo em tranquilidade (apesar da galera, muita sombra, umidade e pássaros para compensar). Combinamos com o taxista para nos levar e nos buscar em determinado horário (acredito que chegamos às 9h30 e saímos às 14h) e andamos por todo o lugar no nosso ritmo.
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1ª viagem à China – Comendo o Pato de Pequim
No ano passado tive a oportunidade de visitar a China e a Coréia, a trabalho, e isso foi meio que o motivo para eleger a Ásia para o nosso ano sabático. A palavra que me vem, dos dias que passei por lá, só faz sentido em inglês, então lá vai: mind-blowing. Mais ou menos como estourar a mente – ou alucinante, estonteante, arrebatador. Vou postar aqui uma série de posts com fotos desta viagem, para trazer um pouco deste sabor para o blog – e quem sabe instigar um amigo ou dois a nos visitar no final deste ano.
Não almoçamos na visita à Grande Muralha e Cidade Proibida, então o jantar tinha que ser em alto estilo. Bem, talvez seja melhor dizer GRANDE estilo, porque este restaurante sim, É GRANDE. Imenso! Escolhemos o Quanjude Roast Duck, basicamente porque era próximo ao nosso hotel.
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1ª viagem à China – A Cidade Proibida
No ano passado tive a oportunidade de visitar a China e a Coréia, a trabalho, e isso foi meio que o motivo para eleger a Ásia para o nosso ano sabático. A palavra que me vem, dos dias que passei por lá, só faz sentido em inglês, então lá vai: mind-blowing. Mais ou menos como estourar a mente – ou alucinante, estonteante, arrebatador. Vou postar aqui uma série de posts com fotos desta viagem, para trazer um pouco deste sabor para o blog – e quem sabe instigar um amigo ou dois a nos visitar no final deste ano.
Não sei como, mas decidimos visitar a Cidade Proibida logo após a Grande Muralha – eu falei que não tínhamos saído cedo do hotel, né? Pois chegamos na Cidade lá pelas 3h da tarde, sem almoço. Eu dificilmente faria uma combinação assim se estivesse uma viagem “minha”. Mas estando a trabalho, e tendo apenas o final de semana livre, foi o possível. É muito cansativo, muito mesmo, principalmente no verão escaldante de agosto, mas não é impossível. Continuar lendo “1ª viagem à China – A Cidade Proibida”
1ª viagem à China – Grande Muralha da China
No ano passado tive a oportunidade de visitar a China e a Coréia, a trabalho, e isso foi meio que o motivo para eleger a Ásia para o nosso ano sabático. A palavra que me vem, dos dias que passei por lá, só faz sentido em inglês, então lá vai: mind-blowing. Mais ou menos como estourar a mente – ou alucinante, estonteante, arrebatador. Vou postar … Continuar lendo 1ª viagem à China – Grande Muralha da China
Nem todo mundo faz arroz do mesmo jeito – ou, Como criar filhos
Descobri ontem que nem mesmo na minha família, que teoricamente me ensinou a fazer arroz, fazemos arroz do mesmo jeito. Eu gosto de picar o alho, a cebola, refogar ambos, fritar o arroz, colocar água quente até 1 ou dois dedos acima da linha do arroz, esperar ferver novamente, baixar o fogo, cozinhar até crepitar, desligar o fogo e tampar. Deixar o arroz terminar o cozimento no próprio bafo. Minha mãe faz quase igual, mas prefere sem alho e cebola. E meu pai faz quase igual, mas sem alho e cebola – e cozinha até o final com o fogo, o que faz ele precisar de mais água e possibilita um arroz menos solto.
Os japoneses fazem arroz naquelas panelas elétricas, e o intuito é deixar grudento mesmo. Minha mãe odeia arroz japonês, pois diz que é empapado. Não importa dizer que tem que ser assim, para os propósitos a que serve – ela somente odeia. Com a internet e a TV por assinatura, e os trilhões de programas de TV que mostram comidas de outras culturas, já vi que tem um método que inclui escorrer o arroz. Sim, tipo massa.
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INICIANDO UMA HORTA – ou, INICIANDO UM NOVO EU
Hoje meu corpo está cobrando o preço de muitos anos na frente do computador e nenhum exercício. Todos os músculos das minhas costas estão doendo, mais alguns da parte de trás do meu braço e descendo da minha bunda até o joelho também há dor. O pescoço mal baixa, tanta tensão acumulada aqui. Tenho bolhas nas duas mãos e ao lado das unhas das mãos há locais doloridos sem uma razão aparente.
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