O DIA EM QUE A SARA COMEU MOELA – ou, QUANDO FOI A ÚLTIMA VEZ QUE VOCÊ PROVOU ALGO NOVO?
Aqui em casa temos um combinado com a Sara: todo alimento novo ela tem que provar. E provar não é só encostar a língua, ou comer apenas 1 pedacinho. Provar é comer pelo menos uns dois bocados, de tamanho normal, que permitam a completa sensação do alimento: mastigação, sabores, odores, textura, deglutição.
Se ela não gostar, ok, não precisa mais comer. Naquele dia. Noutro dia, tentamos novamente. Foi assim com alface, grão de bico, tomate cereja. Vai sendo assim com qualquer outro alimento que ela considere novo. Ela foge ainda um pouco, mas de modo geral, prova.
Pois esses dias, na viagem ao Sul, paramos em Curitiba e, apesar da objeção dos nossos anfitriões ao restaurante, fomos ao Madalosso (para quem não conhece, teoricamente o maior restaurante da América). Geralmente, o Casal Cuore foge de tais emblemas, mas era uma segunda-feira, já era 13h e a Sara estava com fome. Madalosso foi a pedida em Santa Felicidade.
DOIS CASAIS, DUAS VIDAS – ou, A RECEITA PARA SER FELIZ
Nesta viagem rumo ao Sul, tivemos a honra de ser recebidos nas casas de dois casais de amigos, que não poderiam ser mais diferentes.
Os primeiros amigos, de Curitiba, têm duas filhas, trabalham em empregos formais, sendo que ela está há quase 15 anos na mesma empresa. Viajam pouco, têm familiares em outras cidades que os visitam, possuem uma vida bem estabelecida em Curitiba.
Os segundo amigos, de Garopaba, não têm filhos por decisão, têm uma empresa, há cerca de uns 5 anos. Antes disso trabalharam cada qual em empresas formais, ele foi consultor, também viajaram para a Nova Zelândia e ficaram quase 2 anos trabalhando, entre outras atividades. Viajam muito, mundo a fora, têm familiares em outras cidades que os visitam, possuem uma vida bem estabelecida em Garopaba.
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TOME CONTROLE DA SUA VIDA – ou, Não ponha sua vida nas mãos de um abatedouro de almas
Mais uma palestra fantástica do TED, para refletirmos sobre o tal balanço vida-trabalho de que tanto se fala. Quem controla a sua vida: você, a quem ela pertence, ou uma empresa que mais ganha quanto mais você trabalha? Quem vai lhe ajudar a estabelecer este limite? A empresa? O governo? Aproveite! E reflita… Continuar lendo TOME CONTROLE DA SUA VIDA – ou, Não ponha sua vida nas mãos de um abatedouro de almas
O QUE FAZ A GENTE QUERER FICAR NUM EMPREGO?
O que me fez ficar num emprego até aqui?
A grosso modo? A falsa ideia de que empregada eu estava segura. Contas a pagar. Filha a criar. Medo de abrir as asas e voar livre.
A famosa necessidade de controle.
Mas o que deveria MESMO me manter um emprego?
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MENOS EGO – MAIS ALMA
Há alguns anos, voltando de um almoço com o pessoal do trabalho, comentei que qualquer carro acima de um Fusca – ou vá lá, não sejamos tão radicais, acima de um Palio/Uno/Celta/Gol básico com direção e ar – era status. Qualquer um deles te levariam de um lugar ao outro, ou seja, todo o resto é status.
Fui execrada: “como assim? Compramos carros pelo conforto, e pela potência, e porque são bonitos, e porque isso e aquilo”. Estava de carona num carro que não era um Palio, achei melhor ficar quieta.
Anos depois, fui trabalhar em outra empresa que não tinha carro como benefício para Gerentes. Em casa tínhamos um Gol simples, e ele estava dando sinais de cansaço: precisávamos trocar. Pois bem, fiz o Casal Cuore comprar um “carro de Gerente”, dizendo à minha outra metade que precisávamos do espaço interno. Acho que nem eu acreditei nisso.
Quer saber do que você é capaz? QUALQUER COISA
Você está dentro de uma caixinha e quer sair? Fica pensando que a vida que viveu até aqui é a que viverá até o final dos seus dias? Só se você quiser. Você, e eu, podemos qualquer coisa. Mude. Seja você mesmo. Vá atrás dos seus sonhos. Eu não lhe direi o que esta mulher fez, para não estragar a sua surpresa. Mas se ELA … Continuar lendo Quer saber do que você é capaz? QUALQUER COISA
Desapego – ou, o Grande Bazar via Facebook para se livrar das tralhas.
Desta vez decidimos fazer tudo diferente. Não queremos ter uma montanha de coisas a encaixotar, nem uma montanha de coisas a desencaixotar. Vamos vender tudo o que não for plantas, livros, CDs, móvel de família e a cama da Sara. E sabe qual foi a revelação?
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Cargas – ou, Sai de mim, coisa ruim! e Seja mais leve
Estou espantada com as cargas que carrego. Eu ainda tenho papéis de cartas decorados que colecionava quando criança. Parte da coleção ficava na casa da minha avó, e fiquei ofendidíssima quando ela jogou fora. Isso há pelo menos uns 20 anos. Consegui salvar uma pequena parte, que guardo comigo desde então.
Eu tenho 36 anos.
O que realmente farei com estes papéis? Nem eu sei. Mas eles estão aí, guardados, juntos a tantas outras coisas que não fazem nenhum sentido. 15 almofadas. Quem precisa de 15 almofadas em uma casa com apenas 1 sala? Continuar lendo “Cargas – ou, Sai de mim, coisa ruim! e Seja mais leve”
AS CAIXINHAS EM QUE AS EMPRESAS NOS COLOCAM
Quando eu me inscrevi no vestibular, peguei todos os cursos da UFRGS, risquei aqueles que não me interessavam (tipo Medicina, Matemática e Geologia) e fiquei com alguns para escolher. Ficaram na lista: Engenharia de Alimentos, Ciências Sociais, Direito, Jornalismo. Tal era a minha vontade de ter um emprego, que eu escolhi uma Exata no meio de um montão de Humanas, pois era o que me parecia com maior potencial de emprego.
Bem, mas Engenharia de Alimentos foi eleita, e não era um curso anômalo para mim também: havia um pouco de tudo, mesmo Humanas, no currículo. Formei-me e na sequência vieram o primeiro, segundo, terceiro e quarto empregos. Já se vão quase 15 anos de formatura, e um emprego seguiu o outro, numa fúria constante para não ficar desocupada.
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MASTER PLAN 2015 – Ou, eu só queeeeero é ser feliz!!!
Para quem ainda não sabe, o Fernando e eu estamos sem emprego. Com uma filha pequena e sem emprego.
O ângulo que escolhemos para contar uma histórica reflete o que pensamos dela – e tem um impacto imenso sobre o nosso interlocutor. Eu comecei contando esta história sobre a nossa situação empregatícia, e provavelmente você agora está com pena. Ou talvez dizendo, bem feito, eu falei. Ou talvez confuso sobre como iremos nos virar.
Então vamos começar novamente.
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