MENOS EGO – MAIS ALMA

Há alguns anos, voltando de um almoço com o pessoal do trabalho, comentei que qualquer carro acima de um Fusca – ou vá lá, não sejamos tão radicais, acima de um Palio/Uno/Celta/Gol básico com direção e ar – era status. Qualquer um deles te levariam de um lugar ao outro, ou seja, todo o resto é status.

Fui execrada: “como assim? Compramos carros pelo conforto, e pela potência, e porque são bonitos, e porque isso e aquilo”. Estava de carona num carro que não era um Palio, achei melhor ficar quieta.

Anos depois, fui trabalhar em outra empresa que não tinha carro como benefício para Gerentes. Em casa tínhamos um Gol simples, e ele estava dando sinais de cansaço: precisávamos trocar. Pois bem, fiz o Casal Cuore comprar um “carro de Gerente”, dizendo à minha outra metade que precisávamos do espaço interno. Acho que nem eu acreditei nisso.

Ontem, deparei-me com este simples grafite, numa cocheira, ao lado da Praia da Joaquina.

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O que me lembrou da história do carro. E me fez pensar em como o ego se alimenta de todo esse status.

Quantas coisas eu comprei só para mostrar status? Quais empregos eu mantive somente para que o ego se sentisse bem?

Quantas vezes o ego esteve na frente dizendo que “você não pode falar com o MEU funcionário” ou “se EU pedi assim, é assim que deve ser feito” ou “quem não quiser ficar, que vá embora”?

Quantas vezes é o ego que fala mais alto em reuniões intermináveis que não chegam a nenhuma conclusão, ou nas brigas de poder para saber quem manda mais dentro de uma empresa?

Quantas vezes você nem soube por que discordou, mas discordou mesmo assim?

Quantos processos e procedimentos são criados para contornar o ego de líderes que não querem seguir as regras: não querem aprovar requisições no sistema, não querem pegar a assinatura dos seus chefes em contratos, não querem prestar contas dos seus cartões corporativos, não querem pedir permissão para demissões e contratações?

Perde-se muito tempo, dinheiro e energia acariciando os (nossos e dos outros) egos ou, como diziam um ex-colega, criando monstrinhos. E depois que cria, tem que alimentar.

Imagine uma empresa em que esses egos estivessem todos sob controle: não chegaríamos a soluções bem mais simples, inteligentes e baratas?

Onde está a nossa alma? Somos homens e mulheres maravilhosos, instigantes, inteligentes e multi-capacitados. Não precisamos dessas brigas de ego: sigamos o grafite e sejamos felizes. E leves.

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