acordeão acordeonista música de rua

PARE PARA OUVIR OS ARTISTAS DE RUA

Para você ler ouvindo   Vinha pela rua hoje, do caminho do Correio. A casa dos meus pais, onde estamos parando pelo tempo, é bem no centro de Lajeado, então é um ir e vir constante de gente. Todo mundo muito ocupado, muito preocupado, muito importante, indo e vindo sabe-se lá de onde, sabe-se lá para onde, carregando suas sacolas. Carros passam pela rua principal … Continuar lendo PARE PARA OUVIR OS ARTISTAS DE RUA

Café com Bach: Por onde começo?

Outro dia fui ao museu com minha sobrinha. Ela nunca tinha ido a um museu. Havia uma exposição dos artistas (avô e neto) Manabu e Dan Mabe, e ficamos brincando de adivinhar o que os pintores quiseram dizer com cada quadro. Às vezes era fácil, às vezes mais difícil e era preciso olhar bem. Nem sempre acertávamos, claro, mas nos divertimos muito. Pensando bem, essa … Continuar lendo Café com Bach: Por onde começo?

ARTE QUE INSPIRA ARTE – ou, O QUE É PRECISO PARA MUDAR A SUA VIDA

Sem música, a vida seria um engano.

Nietzsche

 

Lá por 2006 (em uma das nossas 11 mudanças), troquei de apartamento em Jundiaí. Nesse momento, troquei de endereço. Aproveitei o ensejo, e já troquei de celular – tinha um Walking Dead e comprei um Chiaroscuro. Um dia, dirigindo para São Paulo, deparei-me com a fragilidade da minha situação: quem quisesse me localizar fora do trabalho, não me acharia (talvez, apenas via Orkut, mas nem todo mundo usava). Era como se eu pudesse me reinventar.

Parece que uma mudança inspirou a outra, numa cadeia de eventos que tinha a ver com o momento pelo que eu estava passando – cheio de revelações sobre o meu mundo interno. A análise começava a mostrar seus efeitos e eu estava prestes a deixar para trás um monte de cargas que carregava. Parece que fiz este movimento em todas as frentes que consegui.

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CURADORIA CUORE CURIOSO – DIA 14

Depois que vi o filme Hyde Park on Hudson, muito amor para Eleanor Roosevelt, a primeira-dama de Franklin Roosevelt. Ela foi uma mulher que enfrentou o estabelecido e, com isso, mudou o mundo à sua volta. Ser diferente e buscar ser o que se é: esta mulher, numa posição proeminente, fez muito pela emancipação feminina. Nesta parte sensacional do filme, Eleanor está mostrando o quarto em que ficará hospedada a Rainha Elizabeth, em uma primeira visita aos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial, para pedir apoio.

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Encontrando a beleza dentro do agreste – ou, O que você precisa para se localizar

Só quem se mudou 11 vezes vai entender o que eu digo: é difícil sentir-se parte. Quando você chega numa cidade nova, tudo é estrangeiro (não você, você é local). O resto todo, os semáforos, as árvores, a cor das paredes, a temperatura da cerveja, quantas vezes se brinda: tudo é estrangeiro.

O maior gasto de energia de um local em uma cidade estrangeira é em localizar-se. Morando, não viajando, o local precisa localizar-se o mais rápido possível, sob pena de passar a ser um estrangeiro em breve. Após 11 mudanças, sabemos como localizar-nos, mas às vezes, simplesmente, as coisas não vão como os nossos planos.

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