UNS COM TANTOS, OUTROS COM TÃO POUCO

Quando a Sara entrou na nossa vida, muito antes de sequer ter uma certidão de nascimento, os presentes começaram a fluir. Basicamente compramos apenas a banheira e ganhamos berço (dois), carrinho, cadeirão, almofada e sutiãs para amamentação, cadeirão, fraldas, sapatos e roupas. Muitas roupas. Tantas roupas que algumas mal foram usadas – apenas 1 ou duas vezes (quem consegue prever o inverno quente e o tamanho dessa menina que ganha mais de 1kg por mês?).

Minha mãe, vó de primeira viagem e completamente louca por vestir a neta paulista dos pés à cabeça de roupinhas de tricot bem quentinhas, ficou louca. Como assim não tem inverno??? Como assim eu posso fazer 195 casaquinhos e ela vai usar 1? Ou 2?

Pois então ela teve uma idéia. Assim como eu extravaso minha necessidade de letras escrevendo não tão anonimamente aqui, para quem quiser ler, ela está extravasando sua veia artesanal tricotando.

Mas não para a Sara. Para uma série de netinhos e netinhas postiços que irão ganhar os casaquinhos que ela tricota todos os dias, de manhã, à tarde e à noite, onde que esteja, desde que a Sara nasceu. Já são uns 35. Mais virão. Todos serão doados para o Hospital de Bom Retiro do Sul, em que muitos nenês vêm ao mundo sem roupinhas, sem sapatos, sem fraldas, sem cadeirão, sem sutiã e almofadas de amamentação, sem cadeirão, sem carrinho, sem berço.

Mas agora com um casaquinho para agüentar o inverno no Rio Grande do Sul.

Ps.: após a visita da Fernanda e da mãe dela, tivemos uma adesão – agora os bebês vão ganhar sapatinhos!

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