Esses dias uma amiga que acompanha o blog me pediu para escrever um pouco sobre ser mãe, afinal é a coisa mais importante da minha vida “disparado” no momento. Além disso, tem um monte de gente por aí escrevendo com é glorioso e edificante ser mãe, mas tem bem pouca gente contando a verdade, pelo menos a verdade até este nosso momento.
E isso não quer dizer que eu não cuidei da minha filha (que está para completar 4 meses agora) ou que eu a devorei. Ela vai muito bem, obrigada, com um ganho de peso acima da média. Eu também não sou um monstro.
Mas nos dois primeiros meses o bebê não responde muito. Você amamenta enquanto seus seios estão pedindo por uma trégua há semanas, você troca fraldas enquanto seu corpo grita por sono, você carrega o bebê enquanto suas costas doem incrivelmente, você cria uma prisão claustrofóbica na sua própria casa, e o bebê faz o quê? Chora, mama, dorme, caga. E nem te diz bom dia.
Toda vez que eu começava a reclamar sobre os problemas que vinha enfrentando, a resposta era a mesma: “mas vale a pena, né?”.
Eu tinha vontade de gritar. Para mim, a pessoa estava no lado do vale e eu, da pena.

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