PARTO NORMAL – O QUE EU NÃO FARIA NOVAMENTE

Eu faria 15 partos normais, mas nos meus 14 próximos eu faria algumas coisinhas diferentemente, que eu acho que iram mudar bem a minha história:

  • Inicialmente, eu gostaria de saber da agenda do médico. A previsão do meu parto era o dia 27 de abril, só depois eu soube que o médico tinha um congresso bem nesta data. Ou seja, não me espanta (agora) que ele tenha sugerido uma indução, apesar de que não havia sinais de que eu precisava (a não ser a minha ansiedade que, vá lá, nem era tão grande assim);
  • Na sequência, eu não faria parto induzido, porque dói dimais da conta, sô. Só DEPOIS que eu já estava com o tal sorinho (quem ouve as enfermeiras pensa que é soro fisiológico) fiquei sabendo que, além de acelerar o parto, ele aumenta as dores das contrações. Aumenta muito! E com isso, não tem jeito de seguir com o parto sem anestesia, no way! No parto não induzido, o corpo vai tendo tempo de liberar endorfina para aliviar a mãe, mas como as contrações vêm muito rapidamente com a indução, não dá para contar com essa anestesia natural.
  • Outra coisa: não faria indução também para o bebê ter o tempo que precisasse para amadurecer no útero. O tempo de gestação humana não é algo muito definido, nem as condições que levam ao parto estão completamente esclarecidas pela comunidade médica. Ou seja, as tais 40 semanas podem virar 41, 42, 43 ou 44 semanas sem que o bebê tenha qualquer dano – ele simplesmente precisa de mais tempo para ficar pronto. Aliás, quem engravida enquanto está menstruada, como supõe o cálculo de idade gestacional?
  • Também não teria permitido o procedimento de descolamento da placenta. Ele é muito doloroso e só serve para conter um pouco a ansiedade dos pais e tentar controlar o incontrolável.
  • Por fim, não teria minha filha tão longe da minha família. Há um ditado africano que diz: é necessário uma vila inteira para criar uma criança. Pois é isso mesmo – ficar sozinha depois que a minha mãe foi embora não foi nada agradável. Só contribui para a minha depressão pós-parto e para eu não conseguir curtir muito essa etapa. Eu parecia um disco quebrado: tô cansada, tô cansada, tô cansada. Not funny.

Mas uma coisa eu faria exatamente igual, sem nenhum medo mais: outro parto normal – a Sara é uma criança calma e saudável, curiosa e brincalhona, cheia de carinho. Eu me sinto muito realizada por ter seguido o meu coração e a natureza. E isso TEM a ver com o parto.

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