5 LIÇÕES DE “O PEQUENO PRINCÍPE” SOBRE ESCOLHAS DE VIDA

Para você ler ouvindo:

Sexta-feira, pós viagem para um dar um treinamento no Sul, meu marido e filha me buscaram no aeroporto e levaram ao shopping para almoçar. Era a primeira vez que ficava longe da Sara em 4 meses de sabático e a distância desta vez pesou bastante. Enquanto almoçávamos, olhei para o lado e vi que o cinema estava apresentando O Pequeno Príncipe.

Pensei: além de livro favorito das misses, esta é uma história singela, sobre amor, sobre cativar pessoas. Havia lido o livro há muito tempo, não me recordava de tudo. Quero mostrar isso para a minha filha.

Ledo engano. O Pequeno Príncipe do diretor Mark Osborne fala de amor e cativar pessoas, mas, principalmente, fala de escolhas de vida. Disfarçado de filme infantil, ele abre os créditos lhe jogando na cara que as suas escolhas – e as suas escolhas para os seus filhos – estão completamente erradas.

Veja o trailer

 

AS CRIANÇAS VIRAM ADULTOS MUITO CEDO EM ESCOLAS RÍGIDAS

Na cena inicial, encontramos a Menina (cerca de 10 anos, e cujo nome nunca sabemos) sentada junto à Mãe, roupas esticadas (ambas), recitando o texto, gestos e pensamentos que supostamente a farão ingressar na escola. O que acontece: a Menina recita mecanicamente uma resposta à pergunta que a banca lhe faz. Problema. Não é a pergunta que ela havia esperado – e a menina tem um colapso quando se dá conta.

O filme critica verozmente escolas com processos seletivos. Escolas focadas no sucesso profissional, escolas que moldam as pessoas para as empresas.

Pode parecer, aos ouvidos modernos, engraçado dizer isso, mas a escola NÃO deveria preparar para o vestibular e NÃO deveria preparar para o mercado de trabalho.

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Nossos filhos estudam ou vivem?

A escola deveria preparar para a VIDA.

Dar uma formação abrangente e transformadora que tornasse cada indivíduo único e especial. Que libertasse cada indivíduo para exercer o papel que mais lhe conviesse no mundo plural onde estamos. No processo, o indivíduo se tornaria apto a escolher onde lhe convém trabalhar – e a ser produtivo neste trabalho.

Mas não. O que se observa é que os pais já escolhem a escola com base nas supostas vantagens futuras que a criança terá (seguindo a lógica de que bons relacionamentos feitos no colégio renderão vantagens no mercado).

Aos 5 anos.

 

VOCÊ PODE TER UM PLANO PARA O SEU FILHO. ESTE PLANO É SEU, NÃO DO SEU FILHO.

Essa é uma que eu terei que ver, rever, ler, reler, re-reler, mil vezes.

No filme, a Mãe traça um Plano da Vida da Menina, destrinchado em semanas, dias, horas, minutos. Das 8h às 8h30, tomar café da manhã. Das 8h30 às 10h30, estudar Álgebra (nas férias, eita!). Das 10h30 às 11h30, exercícios físicos (dentro de casa).

Só há espaço para coisas que são úteis ou – no termo usado no filme – essenciais. Não tem jogos, brincadeiras, amigos, sonhos e fantasia. Só há trabalho para a menina. A Mãe tem um sonho: levá-la à Vice-Presidência de uma empresa (que o sonho não seja a Presidência, após tanto esforço, inclui uma bela dose do machismo prevalecente).

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O Plano de Vida, cada detalhe planejado à perfeição. O Pequeno Príncipe

Sabe, eu sou dessas que tem um plano na cabeça para todo mundo ao meu redor (minha irmã mais nova que o diga).

Tenho 12 anos de diferença dela, é quase uma filha. Ao longo dos anos, houve coisas que eu sugeri que ela fizesse de um jeito, apenas para vê-la fazer de outro – e quebrar a cara. Daí eu dizia: viu?

Só que não viu. Na próxima, ela ainda não me ouviu. Quebrou a cara novamente. Daí eu dizia: viu? Não viu. Quebrou a cara novamente.

Até que ela, de tanto quebrar a cara, começou a não ouvir mais. Ninguém, a não ser ela mesma. Sabe o que aconteceu? Virou adulta. Ficou madura. Está formando o seu próprio quadro mental, das coisas que são certas, das que são erradas, do que ela quer para si, do que quer jogar fora. É independente.

Se tivesse me ouvido todas as vezes, talvez tivesse sofrido menos, quebrado menos a cara. Mas, com certeza, seria mais dependente.

Amar alguém não é depender dele ou dela para o resto da vida. É ser feliz com ele ou ela, mas pleno consigo, sem relações de dependência.

 

ESTAMOS ACABANDO COM TUDO O QUE É PRAZEIROSO, EM BUSCA DO “ESSENCIAL”

Osborne adiciona um novo asteroide à lista de Saint-Exupéry: o asteroide do mundo moderno. Nele, o Homem de Negócios, que no livro apenas “achava” que possuía tudo ao seu redor, agora subjuga o Rei, o Homem Vaidoso, todas as pessoas normais e até o Pequeno Príncipe, à sua lógica: apenas o que é “essencial” precisa existir.

Vemos um Pequeno Príncipe transformado em um simples adulto limpador de chaminés – o último dos mais de 300 empregos que o Homem de Negócios lhe arranjou e de que ele sempre conseguiu ser demitido.

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A Rosa é essencial. A Raposa é essencial. Todo o resto, não importa.

O Pequeno Príncipe não é bom em nada que não seja retirar as mudinhas de baobás que prometem destruir o seu asteroide, ou garantir que a Rosa se sinta amada, acolhida e bem tratada. Ele seria um excelente professor de primeira infância ou cuidador de pessoas. Um exímio florista. Contudo, como o Homem de Negócios aboliu a infância e tudo o que é belo, estas profissões não existem.

Numa cena mais dramática, descobrimos que até as estrelas foram aprisionadas. Elas servem para dar mais energia aos trabalhadores, que se prendem em escritórios, digitando, digitando, digitando, sem questionar.

As estrelas não são essenciais, assim como não são os barcos a vela, pianos, quadros, plantas, instrumentos – tudo o que leva à distração e prazer não é essencial ao Homem de Negócios. Tudo o que não é essencial entra numa máquina – essencial – para ser transformado em clipes de papel. Essenciais.

Da mesma forma, quantas cidades hoje não possuem mais bibliotecas, teatros, cinemas? Quantos de nós nos resignamos com 12h a 16h horas de trabalho por dia – que é “essencial” – e deixamos de lado o que nos dá prazer? Que vida é essa em que chegamos do trabalho na hora de dormir, e saímos na hora em que os outros estão acordando?

Quantos lemos? Quantos vemos filmes? Quantos temos plantas em casa? Quantos penduramos quadros nas paredes?

Uma das frases seminais da obra de Saint-Exupéry, que quase todo mundo conhece, é que “só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

O novo asteroide questiona a realidade dos que se esqueceram dos seus Pequenos Príncipes – e pensam que o essencial é o que se vê, toca, compra, possui.

 

A CONFORMIDADE INTERESSA A APENAS UMA PESSOA

O tempo todo, contrapõem-se conformidade e rebelião. A casa em que Mãe e Menina vão morar é mais barata porque ao lado um aviador rebelde resolveu acolher todas as cores do arco-íris, todas as plantas, todos os pássaros.

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Em que casa você quer morar? A que é igual a todas? Ou a que é somente sua?

No asteroide do Homem de Negócios, todos os trabalhadores andam de ombros baixos, usando roupas iguais de tom cinza, cabelos iguais, sapatos iguais. Todos apropriadamente batem palmas a quem restringe sua liberdade. Todos conformados com o destino que o Homem de Negócios lhes reservou.

No asteroide inteiro, o único homem que se veste diferente é o Homem de Negócios. Apenas ele é livre.

A quem interessa que moremos em casas que são iguais umas às outras? Que tenhamos carros que são pretos, ou brancos? Que usemos saias lápis na altura do joelho ou camisas engomadas com pequenos símbolos no peito? A quem interessa que falemos baixo, que não exponhamos nossas ideias, que pensemos uns iguais aos outros?

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Uma casa em que os pássaros são aceitos, onde há espaços para árvores e leituras embaixo dela

A quem interessa que troquemos de carro a cada 3 anos? A quem interessa que o único objetivo das nossas vidas seja ser Vice-Presidente da Corporação XPTO?

A Mãe, infeliz componente de um círculo vicioso que ela mesma não enxerga, ama sua filha. Ao amá-la, impõe à filha o que pensa ser o melhor caminho: estudar, diligentemente, para adequar-se à Escola Werth, engrenagem de padronização e conformidade.

A sua vida interessa apenas a você. Lembre-se disso.

 

NÃO IMPORTA QUANTOS EMPREGOS VOCÊ PERDEU, OU DEIXOU. HÁ VALOR DENTRO DE VOCÊ.

O Pequeno Príncipe adulto já passou por mais de 300 empregos e, como bem aponta o Homem de Negócios, é sua culpa ter perdido todas as “oportunidades” que lhe foram oferecidas. Ele foi demitido mais de 300 vezes.

Quando, finalmente, começa a se lembrar de quem é, e impede que o Homem de Negócios acabe com mais uma infância (a da Menina), ele pede demissão.

Neste momento, ele diz, corajoso, porém ainda um pouco titubeante: eu tenho valor.

É de tal forma inesperado este momento de rebeldia, que o Homem de Negócios não tem reação. Quem tem valor naquele asteroide é apenas ele, que inventou a máquina que transforma tudo o que não é essencial em clipes, que inventou a engrenagem que acelera as infâncias, que aprisionou as estrelas e fez com elas algo “essencial”.

O Pequeno Príncipe lembra-se da sua Rosa, lembra-se que tinha um propósito na sua vida – que não era limpar chaminés – lembra-se que um dia havia sido bom, feliz e importante.

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O que torna belo um deserto é saber que existe um poço em algum lugar dele. O Pequeno Príncipe – um esperançoso de que no fim, as coisas dão certo.

O Pequeno Príncipe recorda-se que teve infância. Ele olha para dentro de si e, num gesto muito simbólico, joga seu crachá no chão, pisa sobre ele e corre com a Menina para tomar um avião rumo ao desconhecido.

Ele não sabe que, neste momento, ele está começando a retornar ao seu asteroide, à sua Rosa. Ele não sabe, mas parte mesmo assim. Ele poderia escolher continuar na trilha que o Homem de Negócios preparou. Ele poderia continuar no rumo conhecido, que levaria aos mesmos resultados das pessoas ao seu redor.

Porém, ele parte rumo ao desconhecido. Ele parte rumo a um mundo que é dele, somente dele, a um trabalho que somente ele é capaz de fazer.

Quando o Pequeno Príncipe vê novamente o valor que há em si, ele volta a ser ele mesmo. Ele salva a menina e depois salva seu asteroide. Ele volta a ser bom em algo.

 

 

Não à toa, este filme me levou às lágrimas e foi eleito, doravante, o filme oficial do Cuore Curioso. O Pequeno Príncipe de 2015 não é uma tradução literal do livro, e pode desapontar aqueles que assim esperam (como eu esperava). Minha filha de 4 anos teve um pouco de dificuldade em entender a história – o filme não é tão bom quanto Divertidamente em entreter as crianças enquanto comove os adultos.

aviador deserto avião pequeno príncipe lições
Um aviador encontra um menino no meio de um deserto e lhe desenha uma ovelha. O Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe de Osborne é, sobretudo, uma crítica contundente ao nosso modelo mental moderno.

Veja.

Se você se sentir ultrajado ou ultrajada pelo filme, agradeça ao Diretor.

A arte é feita para mudar a vida mesmo.

 

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42 comentários sobre “5 LIÇÕES DE “O PEQUENO PRINCÍPE” SOBRE ESCOLHAS DE VIDA

  1. E tu te tornas responsável por aquele que cativas. Muitas mães se preocupam com com o futuro de seus filhos, mesmo sabendo que Amor é tudo que importa, uma criança amada já tem o futuro garantido, ela será feliz de qualquer maneira, mesmo que não seja como planejado.

  2. Assisti ao filme, e gostei muito. Nenhum personagem tem nome, já achei isso interessante.

    Mas honestamente, por que as pessoas choraram ou iriam chorar?

    Ele é divertido, leve, aborda assuntos que já foram abordados em centenas de outros filmes, conseguiram tornar interessante a maçante história do Pequeno Príncipe, e isso já valeu a ida ao cinema. Aliás filme que sorri o tempo todo.

    1. olha, Cacau, eu tenho que confessar que dei uma choradinha… 🙁 acho muito triste ver crianças robotizadas…. mas cada um é cada um, né? eu gosto desta história, até no livro – mas tem que ler com o coração bem atento para pegar as sutilezas, e pensar também no contexto histórico. 🙂

    2. Cacau, as pessoas choram porque todos fazem escolhas e nem sempre são as melhores. Choram porque tem filhos e querem que eles possam fazer escolhas melhores, que eles tenham, talvez, uma liberdade que os pais não tiveram. Choram porque crianças são seres em desenvolvimento e relembram a própria infância, tempo de maior liberdade, menos ansiedade e menos compromissos. Choram porque já são mais velhos e não se pode mais voltar e pensar, e mudar e escolher diferente.
      Choram porque o filmes toca regiões, nem sempre acessíveis no dia-a-dia, porque no dia-a-dia devem ser lúcidas, responsáveis, seguras.
      Choram porque o filme é sensível, porque é arte, é lindo.

      1. Muito amor por este comentário! Como é bom saber que temos escritores entre nossos leitores… <3
        As pessoas "choram porque o filmes toca regiões, nem sempre acessíveis no dia-a-dia"…
        Esta é a beleza da arte, não? Fazernos acessar esses cantinhos que nunca vemos 🙂

      2. Me preocupa em pensar que as pessoas tem uma vida tão pesada a ponto de chorar por algo que nem tem motivo para chorar. Talvez eu tenha assistido filmes japoneses demais que realmente fazem as pessoas cutucarem seus piores demônios e encará-los. Como aquele Pinochio japonês que me levavas as lágrimas todos os episódios.
        E aprender que a vida é mágica, e ter o dever levar magia a vida das pessoas todos os dias. Tenho responsabilidade e problemas como qualquer pessoa, mas em nenhum dia deixei de viajar em alguma fantasia maluca da minha cabeça. E ensinei meus filhos isso, nunca deixei de que se tenha magia a vida seja algo especial.
        Talvez minha alma seja velha demais ou jovem demais nesse mundo. Mas com certeza agradeço por não estar nesse limbo que vcs se encontram.
        Por isso que estou a cada dia mais convencida que devo largar a engenharia fazer pedagogia para tratar da educação infantil. E dou mais ênfase do que nunca no verbo ‘tratar’ na frase. 😉

        1. Oi Cacau! Coloca uns links de filmes japoneses aí para a gente ver. Eu ADORO filmes asiáticos e adoraria ver estes que você comentou :).
          Não sei se pode-se dizer que as pessoas estão num limbo apenas porque choraram com este filme – talvez seja que uns tem acesso a certas artes, enquanto outros tem acesso a outras. Talvez todos estejam se emocionando pelos mesmos motivos, mas observando artes diferentes. 😉

    3. Olá Cacau, geralmente choramos porque nos enxergamos nesse padrão que a sociedades nos impõe , nos observamos fazendo o “essencial” enquanto nos esquecemos que o essecial é invisível aos olhos.

  3. O que, para mim, demonstra a genialidade de Osborne está numa das poucas coisas que têm nome, no filme. A Escola Werth. É uma referência a uma das coisas escritas por Éxupéri, no livro e que muito pouca gente dá bola: a dedicatória. “A Léon Werth, quando ele era criança”. Nela, o autor diz que Léon era seu melhor amigo, mas que, mesmo sendo adulto, compreendia as crianças, sentia fome a frio… Uma dedicatória que faz parte dos significados – são tantos – da obra prima. Parabéns por sua análise. Num tempo em que os seres humanos estão cada vez mais em busca dos automatismos, esse filme nos devolve um pouco da alegria de sabermos que nossas escolhas é que nos fazem pobres ou ricos, felizes ou infelizes. Porque na verdade não é a aparência, a casca que nos envolve que dita as regras do que sentimos; mas o significado que damos a cada acontecimento de nossa vida. Porque, indiscutivelmente, o essencial é invisível aos olhos e só se vê bem com o coração. Adorei e fico fã do cuore curioso.

    1. Umberto, que rico seu comentário e muito obrigada pela referência ao nome da Escola Werth: eu não tinha prestado atenção a este ponto!
      Viver uma vida de significados é o que estamos tentado propor por aqui: uma que vá além dos trilhos já postos, que vá rumo a um destino desconhecido, mas contagiante e seu, apenas seu!
      Fique conosco, a viagem está apenas começando 🙂

  4. Assisti ao filme e percebi que a automação desenfreada do mundo moderno nos empurra e seguidamente nossos filhos para não ficarmos a “Margem”, deste mundo tão de diferente mas cheios de objetivos iguais. Instintivamente quando do nascimento de minha filha e já fazendo um paralelo desses acontecimentos sempre dizia e digo (o que você quiser ser seja Boa no que faz e seja feliz não pelo que seu pai quer mas por suas escolhas) claro sendo exemplo e orientador enquanto eu puder, Mas sem ser radical demais. Adorei seu texto sobre o filme.

  5. Eu assisti o filme com minha filha de 9anos e nós duas choramos…Sou professora de crianças de 8anos,e sei bem como é essa questão de “transformar crianças em pequenos adultos.”A realidade atual, infelizmente, em mts famílias, é como relatada no filme, as crianças não tem tempo de brincar, de serem realmente crianças…Os compromissos são inúmeros que acaba-se deixando de lado as coisas que realmente são “essenciais” para uma verdadeira infância. Gostei muito do filme, me fez repensar em mts coisas sobre a educação da minha filha e dos meus alunos tbm….Amei as colocações ponderadas no texto! Parabéns!

  6. Ainda não assisti o filme e infelizmente também não li o livro, tenho um filho de 10 anos e me vejo muitas vezes preocupada com seu desenvolvimento e cobro-le muito disciplina, responsabilidade e organização me esquecendo muitas vezes da idade dele. Me vi bem na situação do homem de negócios que trabalha 12 hs por dia e às vezes me esquecendo de viver a vidinha do meu filho. Adorei sua matéria e com certeza vou ler o livro e assistir o filme. Parabéns.

    1. Oi, Gislaine, obrigada! Todas nós passamos por esta angústia: qual é a quantidade de tempo ideal para um pai, mãe ou cuidador trabalhar? O dia inteiro? Meio-período? Não trabalhar?
      Esta é uma resposta que somente você e a sua família terão. O limite do certo e do errado é a sua felicidade e do seu filhinho.
      Veja o filme, acredito que irá lhe emocionar. 🙂

  7. Oiii, Eu ja Gostava do Pequeno Principe, mas confesso que o Filme de Osborne me arrancou lagrimas e boas risadas por contar a velha historia de modo diferente. Mas sua observação sobre o que é realmente essencial tanto no filme como nos dias de hoje é salutar e nos inspira a sonhar, relevar e ate mesmo descabelar em busca do equilíbrio da vida moderna. Obrigada pelo belo artigo. Venha conhecer os meus Belicosa.com.br

  8. Cris,
    Gostaria de te adicionar no Facebook.
    Eu sou fã deste livro desde criança.
    Já dei ele de presente pra incontáveis pessoas.
    Amei tudo que você escreveu sobre o livro e a visão da releitura sobre o filme. Você me fez chorar com suas palavras.
    É muito forte a lição sobre o livro e muito bacana a nova versão sobre o filme. É exatamente isso que eu sinto no livro.
    Sou engenheira também e professora do SENAI sempre dou esta visão aos meus alunos. Digo sempre pra fazerem o que os faz mais feliz. Se realizarem, viver, sonhar.
    O pequeno princípe em nós deveria ser despertado sempre todos os dias em cada acordar.
    Deveríamos valorizar as pessoas pelo amar delas e não pelase posses. Pelo jeito simples de enxergae a beleza da vida e de valorizar o ser humano de forma mais sublime com o coração.
    Cativar também é amar e aceitar o amor que alguém quer nos dar.
    Amei você, seu texto, sua paixão pela vida e pela beleza do acreditar que o ser humano ainda tem jeito.
    Postei um trecho no meu face e fiz referência ao seu nome, que as palavras eram sua e sua maneira linda de ver o mundo.
    Um abraço.
    Gizele Poltronieri

  9. Sempre amei o pequeno príncipe, ganhei de aniversário este livro de uma amiga muito querida quando tinha extamente 25 anos.
    Lembro que quando criança assistia o desenho e não queria nunca que acabasse.
    Ainda não assisti o filme, mas estou muito ansiosa para assistir.
    Seu comentário é muito motivante, quase impossível alguém ler e não se emocionar ou querer ir correndo ao cinema.
    Obrigada pela dica presente neste post.
    Bjs
    OBs. Assim que assistir postarei aqui meu comentário.

  10. Uma obra prima genial! Saint Exupéry onde estiver está muito feliz. Para mim além de todas estas observações, o filme fala da solidão dos dias atuais e das fases da vida humana. Um grande presente para nossa alma

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