Uma voltinha no Trastevere – Casal Cuore e sua filhinha de 3 anos vão a Roma

Em 2014, pertinho do Carnaval, a TAP resolveu enlouquecer e fazer uma promoção com stopover em Lisboa, para qualquer lugar da Europa. Como estou sempre pesquisando sobre a nossa próxima viagem, vi a promoção assim que ela apareceu no Melhores Destinos.Pesquisei imediatamente no site da companhia e no dia seguinte já está comprando: São Paulo – Lisboa (2 dias) – Roma e volta por Milão – Lisboa – São Paulo, para maio.

A questão de irmos sem a Sara estava fora de cogitação. Ficar mais de 20 dias sem ver nossa filha, no way. E também que experiência fantástica cruzar a Itália com um ser pequerrucho, que acha graça em tudo e te enche de beijos! Era a minha chance  de passar mais tempo com a Sarinha.

Nossa primeira parada na Itália foi em Roma, após um voo curtinho vindo de Lisboa. Demoramos um pouco para achar o hotel – porque simplesmente a rua tinha números aumentando para os dois lados (!), mas achamos por fim. Só largamos as malas e fomos bater pé.

Eu acho Roma uma cidade super andável. Neste primeiro dia, fomos a pé do hotel (próximo à Estação Termini) até o Pantheon. Levamos o carrinho e a Sara foi sentadinha. Este foi o único dia de um piti mais importante, lembrável, de Dona Sarinha. Nos demais dias, ela foi uma companheirinha perfeita, que nos acompanhou em tudo, inclusive em jantares até tarde da noite em restaurantes do interior da Toscana.

O lugar que mais me encanta na cidade é Trastevere. Um bairro do outro lado do rio, charmoso, cheio de restaurantes, com uma história rica e uma Basílica fantástica. E lá tem uma história bacana para contar. Era o nosso primeiro almoço italiano completo: escolhemos um restaurante que nos pareceu bom e pedimos tudo o que tínhamos direito. Vinho, pasta ao ragu (viciada), água, carciofi ala giudia, mais um vinho, hummm.

O Fernando foi pagar a conta e eu desci ao toilete com a Sara. Saímos. Passeamos bastante pelo bairro, demos aquela volta na mais linda Basílica de Roma (e uma das mais lindas do mundo – a Basílica de Santa Maria em Trastevere), e a natureza resolveu cobrar seu preço pelos litros de vinho tomados (2). Veja bem, Trastevere é um bairro de restaurantes, casas, padarias, sorveterias. Era nosso primeiro dia, uma certa vergonha ainda existia em nós. Falei: preciso ir no banheiro. Onde vamos? Sugeri que fôssemos de volta ao restaurante em que havíamos almoçado.

Até aí, Fernando caladão. Chegando no restaurante, peço para usar o banheiro, eles permitem e o Fernando aguarda com a Sara. Quando volto, há uma comoção. A senhora dona do restaurante está agitada, tentando explicar algo ao Fernando em italiano, e ele, como bom descendente de italiano, não entende nada. Uma garçonete tenta explicar em inglês.

Aparentemente o restaurante havia trocado as bolas: deu a conta de um casal que não tinha comido nada para nós, e deu a nossa conta, caríssima, para o casal. Que obviamente não pagou. O Fernando diz que nem conferiu a conta, só pagou – apenas desconfiou “levemente” do valor baixo.

Bem, no frigir dos ovos, o que aconteceu: pagamos a diferença devida, a senhorinha ficou nos abraçando e dizendo “grazie, grazie, grazie” umas milhares de vezes (como se houvéssemos pago uns mil euros a mais) e ficou tão agradecida que enrolou umas favas e queijo pecorino num papel e nos deu.

O Fernando saiu de lá dizendo: é, não dá para fazer nada de errado contigo mesmo. Tinha que voltar para o mesmo restaurante! Ele sabia muito bem que a conta não estava certa, o espertinho… Depois desta, não quis dar uma de brasileiro em lugar nenhum, ainda bem.

Então, vamos às fotos!

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