Para a minha avó…

Quando estivemos em Veneza, Tati e eu, lá pelas tantas compramos umas pizzas a taglio, uma garrafa de vinho e sentamos numa escadinha de uma ponte, numa viela cruzada por ninguém, e comemos e bebemos. Como companhia, o canal meio estagnado, alguns barcos e muitas pombas.

Como só o álcool pode fazer, lá pelas tantas nem a inibição nos fazia companhia. E eu lembrei que tinha uma avó alemã e uma italiana, justamente no fim de uma viagem que havia passado pelos dois países. E que eu supostamente falava a sua língua.

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UNS COM TANTOS, OUTROS COM TÃO POUCO

Quando a Sara entrou na nossa vida, muito antes de sequer ter uma certidão de nascimento, os presentes começaram a fluir. Basicamente compramos apenas a banheira e ganhamos berço (dois), carrinho, cadeirão, almofada e sutiãs para amamentação, cadeirão, fraldas, sapatos e roupas. Muitas roupas. Tantas roupas que algumas mal foram usadas – apenas 1 ou duas vezes (quem consegue prever o inverno quente e o tamanho dessa menina que ganha mais de 1kg por mês?).

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SUTIÃS DE AMAMENTAÇÃO – A DERROTA DOS CAÍDOS

Quem me conhece sabe que a Sara não teve problemas no quesito leite. Bem, talvez bem no início, a boquinha dela era um pouco pequena para a tarefa, mas atualmente ela tem leite em abundância. Contudo, apesar do que se apregoa, isso tem pouco a ver com o tamanho das mamas e mais a ver com o tecido mamário que está por dentro – e que pode ser farto mesmo com mamas bem menores.

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POR QUE OS BEBÊS NÃO NASCEM COM 6 MESES?

Mãe científico-internauta que sou, deparei-me milhares de vezes com a teoria de que os primeiros 3 meses do bebê são na verdade os últimos 3 meses de gestação – um tempo em que o bebê ainda está se formando e se adaptando à vida e, por isso, tão difícil para ele e para aqueles ao seu redor. Mamadas hiper-frequentes, come-dorme-caga-chora e muita cólica. Para aqueles … Continuar lendo POR QUE OS BEBÊS NÃO NASCEM COM 6 MESES?

O DIREITO À AMAMENTAÇÃO

A princesinha Antonella, filha dos nossos primos Erico e Luciene, nasceu linda e sorridente no dia 26/09/11, em Sorocaba, de parto cesáreo. Segundo a mãe, a bebê já veio ao mundo decidida, sabendo o que quer: quando tem fome, grita a plenos pulmões e só sossega quando é saciada. Mama bastante e só dorme quando está bem cheinha. Um bebê com todos os requisitos do gênero, mais uma alegria desta família que já tem a princesinha Gabriela.

Bem-vinda ao mundo, Antonella!

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UM CONSELHO QUE EU QUERIA NÃO TER OUVIDO

Volta e meia eu escuto recomendações dadas por profissionais da saúde a mim ou a outras mães que são baseadas em simplesmente nada: parece que há uma cascata de (des)informação que é passada adiante como uma corrente e por fim toma tom de verdade, mas que não passa de achismos e crendices.

Grávida ouve de tudo. Não coma chocolate, durma com o travesseiro entre as pernas, não tome café, beba malzbier, não coma brócolis, coloque cachaça na água do banho (!). Há um sem número de conselhos que circundam a gravidez e os primeiros meses do bebê.

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O PRIMEIRO DIA DO RESTO DA MINHA VIDA

Hoje eu percebi que na próxima semana a vida da minha filha vai mudar para sempre – tudo o que ela conhece vai se alterar. É que, ao mesmo tempo em que eu retorno à minha rotina, ela vai entrar no esquema da nossa sociedade “moderna” que afasta os filhos de suas mães.

Oi, mamãe. Hoje foi um dia tão diferente. Eu percebi que você não estava aqui comigo. Parece também que tem outra pessoa aqui – eu acho que já a vi, mas não tenho certeza. Ela tem olhos e cabelos escuros, mas você tem olhos claros.

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EXCENTRICIDADES PERUANAS

Quando a minha família ainda arrendava terras em Cachoeira do Sul, às vezes eu acompanhava meu pai nas suas estadas por lá. Eu tinha por volta de uns 8 anos na época e, como é de praxe, o que meu pai me apresentava eu achava normal. Achava normal comprar margarina não refrigerada, tomar banho de banheira com água cheirando a banha porque fora aquecida nas panelas em que se cozinhava (com banha), pescar no açude e destripar os peixes sem dó. Na época da castração, eu achava normal acompanhar a lida e, junto com o capataz e os peões, comer os testículos bovinos que eram jogados na brasa, ali ao lado da mangueira.

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SOB O DOMÍNIO DO ROSA

Nesses dias entrei numa loja procurando uma calça para a Sara – uma que não fosse rosa. Tentei duas lojas e, na segunda, a vendedora, vestida de rosa, fachada rosa, arara exclusiva rosa, me perguntou: mas por que não pode ser rosa? Fiquei meio sem resposta, e veio apenas – é que eu gosto de ser diferente.

É, pode ser, mas não é só isso.

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